Criei esta poesia romântica com base em um certo personagem. Adivinhe se puder!
Espero agradar os corações românticos e amantes da fantasia.
"Olhos Dourados"
Olhos dourados
De um eterno enamorado
Adornos de um rosto inesquecível
que não existe
que me completam
Fantasias de uma mente viajante
Vivem em um mundo de amantes
Olhos dourados
de um amor impossível
Sedução perigosa
Louca tentação
De um certo homem
Que carrega um coração
em suas lindas e frias mãos
olhos dourados
magnéticos e irresistíveis
nunca observados antes
testemunhas de um reino distante
habitado por criaturas errantes
olhos dourados
fluídos, liquidos, quentes
olhar que derrete defesas iminentes
quebra barreiras profundas
faz de qualquer palavra emitida,
um balbucio incoerente
olhos dourados
infinitos em sua profundidade
devastadoramente apaixonantes
capturam o ser que os enfrente
numa prisão deliciosa e eloqüente
olhos dourados
cantam para quem quiser ouvir
canções de ninar de mundos mágicos
embalam numa voz macia de príncipe encantado
no entanto, cuidado!
Uma vez que cruzar com os olhos dourados,
Seu juízo jamais será recuperado
Olhos dourados!
Ah, louco acaso
De uma história inspirada
Por uma mulher apaixonada
Que os ama sem fim
E por eles caminha até os confins
De um mundo novo, lindo, misterioso ... e de marfim!
Descanse seu espírito, só por um momento. Encontre a emoção de se identificar com uma única palavra, o sonho de uma ideia apaixonante, o frescor de uma reflexão revigorante. Fique à vontade para ficar, apreciar e, quem sabe, transformar alguma coisa dentro de si. Se sentir que está na hora, que é para você, será o seu momento Muito Mais.
sábado, 21 de agosto de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Existe alguém mais bela do que eu?
Penso que estou em um mundo de cristal, que sou demasiadamente maravilhosa e fora de série, um estouro existencial.
Penso que sou única, incrível e não existe nada igual – puro charme e glamour, aparência sedutora e de formas perfeitas, arredondadas, longilínea, do jeito que desejar, posso ser o que imaginar! Tenho o poder de deixar todos de boca aberta, quando me vêem, me sinto realizada. Toda a plenitude de minha beleza se completa.
Sou um milagre da criação, pureza em seu esplendor. Suave e macia ao toque, trago alegria a quem encontro, amor para corações apaixonados, esperança para os abandonados e espetáculo aos olhos que me encaram. Ninguém me resiste – seduzir é minha especialidade. Intensidade e desejo – esta é minha representatividade.
Sou levada pelas circunstâncias, sempre exuberante e bela, até mesmo onde não me encaixo, o ambiente se ilumina ao meu redor - sofisticadamente, me adéquo. Pessoas ficam em minha presença apenas para me contemplar, sentir minhas energias, imaginar intenções que carrego. Afinal, sou cheia de magia!
Não há ninguém que seja mais bela do que eu!! Impossível, nunca vi nada parecido, tão delicado e forte, singular e natural, cativante e diversa, elemento que exala luz sem nada dizer! Fascinação é o que vejo nos olhos alheios, o que alimenta meu poder de persuasão.
Me sinto assim, em êxtase total, até que certa hora, sou obrigada a encarar outra bela criatura, uma terrível rival!
Exasperadamente contrariada, desconsoladamente ofendida e com o coração despedaçado, eu me vou, linda e perfeita, me encontrar com ela, uma outra desprezível, aquela que não suporto!
Mas não desisto; vou com o meu manto de cor, com elegância suprema, resignada atitude e, secretamente, com uma temível arma secreta - meus espinhos!
Diretamente para as mãos de uma...
Mulher!
Penso que estou em um mundo de cristal, que sou demasiadamente maravilhosa e fora de série, um estouro existencial.
Penso que sou única, incrível e não existe nada igual – puro charme e glamour, aparência sedutora e de formas perfeitas, arredondadas, longilínea, do jeito que desejar, posso ser o que imaginar! Tenho o poder de deixar todos de boca aberta, quando me vêem, me sinto realizada. Toda a plenitude de minha beleza se completa.
Sou um milagre da criação, pureza em seu esplendor. Suave e macia ao toque, trago alegria a quem encontro, amor para corações apaixonados, esperança para os abandonados e espetáculo aos olhos que me encaram. Ninguém me resiste – seduzir é minha especialidade. Intensidade e desejo – esta é minha representatividade.
Sou levada pelas circunstâncias, sempre exuberante e bela, até mesmo onde não me encaixo, o ambiente se ilumina ao meu redor - sofisticadamente, me adéquo. Pessoas ficam em minha presença apenas para me contemplar, sentir minhas energias, imaginar intenções que carrego. Afinal, sou cheia de magia!
Não há ninguém que seja mais bela do que eu!! Impossível, nunca vi nada parecido, tão delicado e forte, singular e natural, cativante e diversa, elemento que exala luz sem nada dizer! Fascinação é o que vejo nos olhos alheios, o que alimenta meu poder de persuasão.
Me sinto assim, em êxtase total, até que certa hora, sou obrigada a encarar outra bela criatura, uma terrível rival!
Exasperadamente contrariada, desconsoladamente ofendida e com o coração despedaçado, eu me vou, linda e perfeita, me encontrar com ela, uma outra desprezível, aquela que não suporto!
Mas não desisto; vou com o meu manto de cor, com elegância suprema, resignada atitude e, secretamente, com uma temível arma secreta - meus espinhos!
Diretamente para as mãos de uma...
Mulher!
quarta-feira, 16 de junho de 2010
"A menina que tinha vontade"Você tem muitas vontades? Pense a respeito!A menina que tinha vontade. Ela tinha vontade de conhecer o mundo, de encontrar pessoas, de se encontrar.
O mundo, para ela, era um enorme parque de diversões, cheio de extasiantes atrações e alegrias a serem descobertas. Tinha tanta vontade de percorrer esse mundo incrível, sem fronteiras e sedutor, que um dia saiu de casa para viver. Ver coisas, experimentar o sabor de tudo, sentir com o coração o que via com os olhos, conhecer cada esquina de suas idealizações.
Tão logo o caminho surgiu à sua frente, andou nele com vontade. Era tanta vontade que os seus pés não conseguiam parar. Corria tanto com sua vontade que mal via a paisagem. Em um certo momento, os seus pés estavam muito cansados, então ela resolveu parar. Quando parou, em uma esquina da ilusão, olhou ao redor com seus novos olhos e viu pessoas conversando, sorrindo, brincando. Seu coração se aqueceu, e a ilusão esvaneceu. Pela primeira vez, fora de seu quarto, ela estava vendo pessoas, observando o seu comportamento. Ela estava vivendo!
Assim que descansou um pouco, continuou o caminho com muita vontade. A estrada se desenhava à sua frente. Foi quando percebeu que estava completamente faminta. Resolveu parar para comer em algum lugar, no meio da encruzilhada do destino. Comeu tão rápido que não saboreou, apenas a fome, matou. Mas, em um instante de reflexão, ela olhou para as estrelas, parada naquela encruzilhada, e as estrelas falaram com ela, em sua língua universal. Única. Magnífica. Esplêndida. Então sentiu-se repleta de paz. Porque tinha tido uma conversa com as estrelas.
Agora que estava saciada, seguiu em frente, não conseguia parar, a louca vontade de sair em disparada para a próxima parada. Depois de andar quilômetros de imensidão, a menina decidiu que dormiria no meio de um campo que encontrou, com sua solidão. Armou sua barraca de acampamento (claro, pois ela pensava em tudo) e assim o fez. Porém, tinha pouco tempo; não demoraria muito e o sol despontaria. E ela queria muito chegar à cidade de seus sonhos. Por isso precisava descansar, para bem disposta levantar.
Quando adormeceu, seu corpo relaxou e a vontade a deixou. Porém, logo que o sol a visitou, levantou-se e a vontade retornou. Colocou sua roupa, sapatos, pegou sua água, armou-se toda, e lá se foi. Atrás de suas vontades. Sempre. Infindavelmente. Mais uma vez, andou com bastante garra. Contudo, como já estava cansada de ter andado uma imensidão, foi obrigada a diminuir o passo, o que a aborreceu. Teria que ter muita calma e paciência para chegar à cidade de seus sonhos. Teria que mandar a vontade esperar. E passou a caminhar com menos pressa, com certa lentidão.
Foi assim, caminhando sozinha com sua frustração, que uma amizade a surpreendeu, um andarilho como ela, que conheceu, e passou a caminhar ao seu lado. Ele contava histórias impressionantes de viagens realizadas e de pessoas dos países que visitava. Ele tinha um brilho nos olhos que a intrigava. Era de felicidade. E a menina caminhou ao seu lado, tanto e tanto, que nem percebeu e nem ficou cansada. A vontade ainda morava em seu ser, mas, de certa forma, estava apaziguada.
Depois que deixou o andarilho, voltou a andar sozinha. Contudo, como seu passo era mais vagaroso agora, era obrigada a refletir e pensar em sua vida. Lembrou de sua família. De seu quarto. De seu espírito. Estava nesse processo de imersão em si mesma quando encontrou um pequeno lago, escondido no meio do caminho. Se a menina estivesse no ritmo da vontade, não o teria visto. Estava com calor, portanto foi se banhar. Foi uma experiência maravilhosa. O frescor da água em seu rosto, inundando seu corpo, trouxe frescor para sua alma. Sentiu-se renovada.
A menina nadou e nadou e lá ficou, aproveitando aquele momento. Mas, de repente, se lembrou da vontade. A vontade gritou que queria muito ir logo à cidade de seus sonhos. Não via a hora de chegar. Então a menina deixou o lago para fazer a vontade de sua vontade. E lá foi ela, tentou ir mais rápido, mas não conseguiu. O sol estava quase indo embora, ficou triste porque precisaria dormir até chegar à cidade dos seus sonhos. Precisaria parar para comer também.
Andou algum tempo e encontrou um lugar. Era uma pousada simples, mas bem convidativa. Convidava a descansar o coração. A menina achou melhor parar e ficar por ali, já que estava escurecendo. Foi tão bem recebida e tão bem tratada na pousada que aceitou até jantar com pessoas desconhecidas. Ela pôde descansar, comer e dançar. Ela riu, se divertiu a valer, e novos amigos fez. O lugar era mágico e cada momento, precioso. Não acreditou que a vontade não a procurou, até colocar a cabeça no travesseiro, quando ela a cobrou.
- Amanhã chegamos, amanhã.... – murmurou ela e caiu em um sono reparador e acolhedor. Parecia que um anjo a abraçava.
No dia seguinte, preparou-se para a estrada novamente. Agradeceu a todos que a acolheram. Despediu-se. Engraçado, sentia-se triste. Queria ficar mais na pousada deliciosa e mágica. Queria ficar com as pessoas que a encantaram. Só que agora a vontade estava emburrada. Por isso, ela pô-se a andar rápido, agora que estava descansada, para chegar à cidade que sonhava. Mas seu coração só ansiedade sentia...
Andou, correu, chegou, enfim. Nem acreditou! Havia uma placa empoeirada dizendo “cidade dos sonhos”, porém quando olhou, só havia escombros, vazio, tristeza. A menina sentou na calçada e chorou. Todavia, depois de ter chorado, ela se sentiu aliviada e purificada. Em seguida descobriu, exultante, que matara a vontade. Nem percebeu como aconteceu! Mas as experiências que viveu nesta viagem - amizade, liberdade, generosidade, descoberta, reflexão, aventura e felicidade - todas elas, juntas e separadamente, mataram a vontade!
A menina ficou tão feliz e realizada que decidiu voltar à pousada, andar com calma na bela estrada na qual admirara as estrelas e também ao lago que tanto gostara.
Porque agora ela estava completamente livre e aprendera que o que importa é o caminho a ser trilhado; chegar ao lugar de destino é uma consequência, e que ser livre é não ser escravo da vontade.
E assim, a menina que tinha vontade, passou a ter liberdade!
O mundo, para ela, era um enorme parque de diversões, cheio de extasiantes atrações e alegrias a serem descobertas. Tinha tanta vontade de percorrer esse mundo incrível, sem fronteiras e sedutor, que um dia saiu de casa para viver. Ver coisas, experimentar o sabor de tudo, sentir com o coração o que via com os olhos, conhecer cada esquina de suas idealizações.
Tão logo o caminho surgiu à sua frente, andou nele com vontade. Era tanta vontade que os seus pés não conseguiam parar. Corria tanto com sua vontade que mal via a paisagem. Em um certo momento, os seus pés estavam muito cansados, então ela resolveu parar. Quando parou, em uma esquina da ilusão, olhou ao redor com seus novos olhos e viu pessoas conversando, sorrindo, brincando. Seu coração se aqueceu, e a ilusão esvaneceu. Pela primeira vez, fora de seu quarto, ela estava vendo pessoas, observando o seu comportamento. Ela estava vivendo!
Assim que descansou um pouco, continuou o caminho com muita vontade. A estrada se desenhava à sua frente. Foi quando percebeu que estava completamente faminta. Resolveu parar para comer em algum lugar, no meio da encruzilhada do destino. Comeu tão rápido que não saboreou, apenas a fome, matou. Mas, em um instante de reflexão, ela olhou para as estrelas, parada naquela encruzilhada, e as estrelas falaram com ela, em sua língua universal. Única. Magnífica. Esplêndida. Então sentiu-se repleta de paz. Porque tinha tido uma conversa com as estrelas.
Agora que estava saciada, seguiu em frente, não conseguia parar, a louca vontade de sair em disparada para a próxima parada. Depois de andar quilômetros de imensidão, a menina decidiu que dormiria no meio de um campo que encontrou, com sua solidão. Armou sua barraca de acampamento (claro, pois ela pensava em tudo) e assim o fez. Porém, tinha pouco tempo; não demoraria muito e o sol despontaria. E ela queria muito chegar à cidade de seus sonhos. Por isso precisava descansar, para bem disposta levantar.
Quando adormeceu, seu corpo relaxou e a vontade a deixou. Porém, logo que o sol a visitou, levantou-se e a vontade retornou. Colocou sua roupa, sapatos, pegou sua água, armou-se toda, e lá se foi. Atrás de suas vontades. Sempre. Infindavelmente. Mais uma vez, andou com bastante garra. Contudo, como já estava cansada de ter andado uma imensidão, foi obrigada a diminuir o passo, o que a aborreceu. Teria que ter muita calma e paciência para chegar à cidade de seus sonhos. Teria que mandar a vontade esperar. E passou a caminhar com menos pressa, com certa lentidão.
Foi assim, caminhando sozinha com sua frustração, que uma amizade a surpreendeu, um andarilho como ela, que conheceu, e passou a caminhar ao seu lado. Ele contava histórias impressionantes de viagens realizadas e de pessoas dos países que visitava. Ele tinha um brilho nos olhos que a intrigava. Era de felicidade. E a menina caminhou ao seu lado, tanto e tanto, que nem percebeu e nem ficou cansada. A vontade ainda morava em seu ser, mas, de certa forma, estava apaziguada.
Depois que deixou o andarilho, voltou a andar sozinha. Contudo, como seu passo era mais vagaroso agora, era obrigada a refletir e pensar em sua vida. Lembrou de sua família. De seu quarto. De seu espírito. Estava nesse processo de imersão em si mesma quando encontrou um pequeno lago, escondido no meio do caminho. Se a menina estivesse no ritmo da vontade, não o teria visto. Estava com calor, portanto foi se banhar. Foi uma experiência maravilhosa. O frescor da água em seu rosto, inundando seu corpo, trouxe frescor para sua alma. Sentiu-se renovada.
A menina nadou e nadou e lá ficou, aproveitando aquele momento. Mas, de repente, se lembrou da vontade. A vontade gritou que queria muito ir logo à cidade de seus sonhos. Não via a hora de chegar. Então a menina deixou o lago para fazer a vontade de sua vontade. E lá foi ela, tentou ir mais rápido, mas não conseguiu. O sol estava quase indo embora, ficou triste porque precisaria dormir até chegar à cidade dos seus sonhos. Precisaria parar para comer também.
Andou algum tempo e encontrou um lugar. Era uma pousada simples, mas bem convidativa. Convidava a descansar o coração. A menina achou melhor parar e ficar por ali, já que estava escurecendo. Foi tão bem recebida e tão bem tratada na pousada que aceitou até jantar com pessoas desconhecidas. Ela pôde descansar, comer e dançar. Ela riu, se divertiu a valer, e novos amigos fez. O lugar era mágico e cada momento, precioso. Não acreditou que a vontade não a procurou, até colocar a cabeça no travesseiro, quando ela a cobrou.
- Amanhã chegamos, amanhã.... – murmurou ela e caiu em um sono reparador e acolhedor. Parecia que um anjo a abraçava.
No dia seguinte, preparou-se para a estrada novamente. Agradeceu a todos que a acolheram. Despediu-se. Engraçado, sentia-se triste. Queria ficar mais na pousada deliciosa e mágica. Queria ficar com as pessoas que a encantaram. Só que agora a vontade estava emburrada. Por isso, ela pô-se a andar rápido, agora que estava descansada, para chegar à cidade que sonhava. Mas seu coração só ansiedade sentia...
Andou, correu, chegou, enfim. Nem acreditou! Havia uma placa empoeirada dizendo “cidade dos sonhos”, porém quando olhou, só havia escombros, vazio, tristeza. A menina sentou na calçada e chorou. Todavia, depois de ter chorado, ela se sentiu aliviada e purificada. Em seguida descobriu, exultante, que matara a vontade. Nem percebeu como aconteceu! Mas as experiências que viveu nesta viagem - amizade, liberdade, generosidade, descoberta, reflexão, aventura e felicidade - todas elas, juntas e separadamente, mataram a vontade!
A menina ficou tão feliz e realizada que decidiu voltar à pousada, andar com calma na bela estrada na qual admirara as estrelas e também ao lago que tanto gostara.
Porque agora ela estava completamente livre e aprendera que o que importa é o caminho a ser trilhado; chegar ao lugar de destino é uma consequência, e que ser livre é não ser escravo da vontade.
E assim, a menina que tinha vontade, passou a ter liberdade!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
"Te amo do jeito que eu sou"
E poderia ser diferente?
Te amo do jeito que eu sou.
Frases mal feitas, gestos desconexos e buscando novas formas de ser.
Sempre procurando e desejando e lutando, a cada dia, a cada noite, a cada encarnação.
Buscando sempre ser aquela que não sei quem sou.
Te amo do jeito que eu sou.
Complicada, imperfeita, em construção.
Em meio a acontecimentos, aventuras e sentimentos obscuros.
Aquela que está sempre à sua disposição!
Te amo do jeito que eu sou.
Na tempestade da amargura, na fagulha do infinito, no mergulho da alma.
Inteira, total, em qualquer ângulo longitudinal.
De qualquer forma, com sede e com fome, com uma vontade enorme.
Te amo do jeito que eu sou.
Impassível, impossível, doida, serena, amorosa e menina.
Que outra hora mulher acorda.
Segue em frente ao seu lado, caminho compartilhado, destino lado a lado.
Te amo do jeito que eu sou.
Espero, quero, brigo, sofro, grito.
Todos os verbos do amor
Palavras amargas já foram, agora seja e viva o que for
Te amo do jeito que eu sou.
Sem explicação, numa equação
De geometria perfeita,
Sem saber quem é a outra
Que me diz quem eu sou
E foge para ver onde estou.
Porque nem ela nem eu sabemos quem eu sou!
E poderia ser diferente?
Te amo do jeito que eu sou.
Frases mal feitas, gestos desconexos e buscando novas formas de ser.
Sempre procurando e desejando e lutando, a cada dia, a cada noite, a cada encarnação.
Buscando sempre ser aquela que não sei quem sou.
Te amo do jeito que eu sou.
Complicada, imperfeita, em construção.
Em meio a acontecimentos, aventuras e sentimentos obscuros.
Aquela que está sempre à sua disposição!
Te amo do jeito que eu sou.
Na tempestade da amargura, na fagulha do infinito, no mergulho da alma.
Inteira, total, em qualquer ângulo longitudinal.
De qualquer forma, com sede e com fome, com uma vontade enorme.
Te amo do jeito que eu sou.
Impassível, impossível, doida, serena, amorosa e menina.
Que outra hora mulher acorda.
Segue em frente ao seu lado, caminho compartilhado, destino lado a lado.
Te amo do jeito que eu sou.
Espero, quero, brigo, sofro, grito.
Todos os verbos do amor
Palavras amargas já foram, agora seja e viva o que for
Te amo do jeito que eu sou.
Sem explicação, numa equação
De geometria perfeita,
Sem saber quem é a outra
Que me diz quem eu sou
E foge para ver onde estou.
Porque nem ela nem eu sabemos quem eu sou!
sábado, 15 de maio de 2010
Finalmente! Cansaram de esperar?
"Quem espera sempre cansa"
Quem espera sempre cansa
Um amor que já foi,
Um olhar de certo alguém,
A palavra de carinho que nunca vem
Quem espera sempre cansa
Ao sabor dos acontecimentos,
Entregamos nossas almas
Desejando que nessa louca agonia
A espera seja nossa amiga
Quem espera sempre cansa
Olhando para o horizonte, uma linha reta
O rosto envelhecido e os olhos sem brilho
Produtos de uma espera sem sentido
Por algo nunca vivido
Quem espera sempre cansa
No coração, grande esperança,
Envolta em ingenuidade de criança,
Num sorriso desenhado com fé e alegria
Jamais concebendo que tal espera
Pode mostrar sua face mais fria
Quem espera sempre cansa
No início, vale todo sacrifício
Minutos, horas, anos, vidas,
Torna-se um amargo vício
Até que, no decorrer do vácuo do tempo,
A espera te devora todo o ânimo
Um fardo anônimo...
Quem espera sempre cansa
Por fim, tudo se esvaiu
E o que se esperava nunca se viu, ouviu ou viveu
Fantasmas de uma consciência que um dia se constituiu
Se foram
Parados à espera,
Nenhum deles resistiu.
Quem espera sempre cansa
Cansa de não amar, de não viver,
De envelhecer no compasso do acaso,
Simplesmente vivendo sem olhar para o lado
Porque a espera alimenta, mas apenas nossa vontade a sustenta
Até que a alma descobre, por fim, que não queria o que esperava
Enganou-se, jamais imaginou o quanto podia ficar cansada
Quem espera sempre cansa
Ou quem cansa, sempre espera
Por um dia melhor,
Por uma conquista,
Por alguém que ama!
E da vida, uma séria de iniciativas.
Quem espera sempre cansa
E com o cansaço vem a gigante vontade
Redobrada e reforçada
De realizar e nunca mais esperar
E se cansar, que seja de tanto buscar e lutar
O que quer que resolva fazer, que rumo tomar, deixe a espera esperar, ela também irá cansar!
E quando isso acontecer, finalmente será livre para, triunfalmente, a abandonar
Por isso, o segredo é deixar a espera cansar e assim, a felicidade alcançar!
"Quem espera sempre cansa"
Quem espera sempre cansa
Um amor que já foi,
Um olhar de certo alguém,
A palavra de carinho que nunca vem
Quem espera sempre cansa
Ao sabor dos acontecimentos,
Entregamos nossas almas
Desejando que nessa louca agonia
A espera seja nossa amiga
Quem espera sempre cansa
Olhando para o horizonte, uma linha reta
O rosto envelhecido e os olhos sem brilho
Produtos de uma espera sem sentido
Por algo nunca vivido
Quem espera sempre cansa
No coração, grande esperança,
Envolta em ingenuidade de criança,
Num sorriso desenhado com fé e alegria
Jamais concebendo que tal espera
Pode mostrar sua face mais fria
Quem espera sempre cansa
No início, vale todo sacrifício
Minutos, horas, anos, vidas,
Torna-se um amargo vício
Até que, no decorrer do vácuo do tempo,
A espera te devora todo o ânimo
Um fardo anônimo...
Quem espera sempre cansa
Por fim, tudo se esvaiu
E o que se esperava nunca se viu, ouviu ou viveu
Fantasmas de uma consciência que um dia se constituiu
Se foram
Parados à espera,
Nenhum deles resistiu.
Quem espera sempre cansa
Cansa de não amar, de não viver,
De envelhecer no compasso do acaso,
Simplesmente vivendo sem olhar para o lado
Porque a espera alimenta, mas apenas nossa vontade a sustenta
Até que a alma descobre, por fim, que não queria o que esperava
Enganou-se, jamais imaginou o quanto podia ficar cansada
Quem espera sempre cansa
Ou quem cansa, sempre espera
Por um dia melhor,
Por uma conquista,
Por alguém que ama!
E da vida, uma séria de iniciativas.
Quem espera sempre cansa
E com o cansaço vem a gigante vontade
Redobrada e reforçada
De realizar e nunca mais esperar
E se cansar, que seja de tanto buscar e lutar
O que quer que resolva fazer, que rumo tomar, deixe a espera esperar, ela também irá cansar!
E quando isso acontecer, finalmente será livre para, triunfalmente, a abandonar
Por isso, o segredo é deixar a espera cansar e assim, a felicidade alcançar!
sábado, 20 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
"Outra face, um novo enlace"
Quem nunca desejou uma nova personalidade, que atire a primeira pedra...
Queria muito mudar minha face. Ser outra pessoa para saber como é ver o mundo com olhos de outrem. Queria resolver-me, poder completar-me, sem delongas e de forma redonda, assim como uma identidade que simplesmente se encontra. Nada construído, simplesmente conhecido – saber quem se é, a essência de si mesmo. Mas a que preço? Sinto-me um enigma de cortinas fechadas, de cores apagadas, cuja surpresa maior ainda não se sabe nem se conhece, algo nebuloso que, no futuro, se Deus quiser, acontece! Hoje, entretanto, nada. Vazio. Ausência de cor, a alma experimentando, um tanto ressentida, um fiozinho de dor. Nada a mostrar, a acrescentar, nenhuma forma ou matemática definida, um texto que nem chegou a ser concluído, iniciou-se apenas na idéia de um grande artista, que ficou responsável por tal subscrito... Sinto-me guardada em névoas de pensamentos, emaranhados de sentimentos, impedida de me mover, totalmente desprovida de conteúdos, embalagens, definições. Um alguém sem rosto e sem prescrições. Ando por ruas tão conhecidas, esquinas já frequentadas por séculos, almas parecidas, que me desfaço em tédio e monotonia, líquido que percorre as entranhas de todo dia. Todo dia, tudo igual, nada de anormal. Tenho a impressão de querer arrancar as cortinas, conhecer minha nova face, espetáculo de palavras poderosas e forças desbravadas. Quem seria essa nova mulher, que tanto quer? De quem seria essa outra face minha, escondida, impetuosa e desconhecida? Então tudo isso passa.... A ânsia se vai e fica só a lembrança de uma incerta vontade, o sono do todo dia me consome e esqueço a quem de verdade pertence esta personalidade! Fico a imaginar como seria estar na face de outro: usar sua lente pessoal, vida individual e capacidade mental? Os olhos seriam melancólicos como os meus e teriam a beleza que a dúvida espelha? Sua vida teria experiências válidas e fortificadas por dores cicatrizadas e perguntas cujas respostas nunca são encontradas? A capacidade mental refletiria todo o seu infinito potencial, mesmo que perdida em um imensurável drama espiritual? Não sei. Não tenho respostas; se não, não quereria mudar de face, não haveria sequer cogitado! Para que tanto trabalho? Então, Espero. Suspiro. Almejo. Universo, por gentileza, execute meu desejo! Quero ser e estar, desesperadamente, na mente de outrem, mas por favor, nada de surpresas indesejadas, lembranças doloridas ou pensamentos fora do lugar.... nada de amores não correspondidos, dramas não resolvidos, ou eu não iria suportar. Seria possível, pergunto, com alguma magia do destino, talvez se eu concentrar toda a minha energia, desfazer-me de mim e encontrar-me comigo mesma? Talvez com uma face disfarçada, mas com as cortinas arrancadas, a luz inundada e uma bela história, bem elaborada? Uma nova face, um novo enlace! Preciso de um novo disfarce... Enfim, um sonho finalizado por um Criador talentoso e ousado, um sonho que existe não fora, mas dentro de mim.
E, por favor, universo, poderia me dizer que sim?
Quem nunca desejou uma nova personalidade, que atire a primeira pedra...
Queria muito mudar minha face. Ser outra pessoa para saber como é ver o mundo com olhos de outrem. Queria resolver-me, poder completar-me, sem delongas e de forma redonda, assim como uma identidade que simplesmente se encontra. Nada construído, simplesmente conhecido – saber quem se é, a essência de si mesmo. Mas a que preço? Sinto-me um enigma de cortinas fechadas, de cores apagadas, cuja surpresa maior ainda não se sabe nem se conhece, algo nebuloso que, no futuro, se Deus quiser, acontece! Hoje, entretanto, nada. Vazio. Ausência de cor, a alma experimentando, um tanto ressentida, um fiozinho de dor. Nada a mostrar, a acrescentar, nenhuma forma ou matemática definida, um texto que nem chegou a ser concluído, iniciou-se apenas na idéia de um grande artista, que ficou responsável por tal subscrito... Sinto-me guardada em névoas de pensamentos, emaranhados de sentimentos, impedida de me mover, totalmente desprovida de conteúdos, embalagens, definições. Um alguém sem rosto e sem prescrições. Ando por ruas tão conhecidas, esquinas já frequentadas por séculos, almas parecidas, que me desfaço em tédio e monotonia, líquido que percorre as entranhas de todo dia. Todo dia, tudo igual, nada de anormal. Tenho a impressão de querer arrancar as cortinas, conhecer minha nova face, espetáculo de palavras poderosas e forças desbravadas. Quem seria essa nova mulher, que tanto quer? De quem seria essa outra face minha, escondida, impetuosa e desconhecida? Então tudo isso passa.... A ânsia se vai e fica só a lembrança de uma incerta vontade, o sono do todo dia me consome e esqueço a quem de verdade pertence esta personalidade! Fico a imaginar como seria estar na face de outro: usar sua lente pessoal, vida individual e capacidade mental? Os olhos seriam melancólicos como os meus e teriam a beleza que a dúvida espelha? Sua vida teria experiências válidas e fortificadas por dores cicatrizadas e perguntas cujas respostas nunca são encontradas? A capacidade mental refletiria todo o seu infinito potencial, mesmo que perdida em um imensurável drama espiritual? Não sei. Não tenho respostas; se não, não quereria mudar de face, não haveria sequer cogitado! Para que tanto trabalho? Então, Espero. Suspiro. Almejo. Universo, por gentileza, execute meu desejo! Quero ser e estar, desesperadamente, na mente de outrem, mas por favor, nada de surpresas indesejadas, lembranças doloridas ou pensamentos fora do lugar.... nada de amores não correspondidos, dramas não resolvidos, ou eu não iria suportar. Seria possível, pergunto, com alguma magia do destino, talvez se eu concentrar toda a minha energia, desfazer-me de mim e encontrar-me comigo mesma? Talvez com uma face disfarçada, mas com as cortinas arrancadas, a luz inundada e uma bela história, bem elaborada? Uma nova face, um novo enlace! Preciso de um novo disfarce... Enfim, um sonho finalizado por um Criador talentoso e ousado, um sonho que existe não fora, mas dentro de mim.
E, por favor, universo, poderia me dizer que sim?
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