O que há por trás de uma incessante insatisfação?
Por que nos sentimos incomodados, chateados, inquietos, etc, aparentemente, por motivo algum?
Nesses casos, algo há. Não é natural nem é à toa, andarmos de mãos dadas com sentimentos diminutivos. Desgastantes, desencaixados. Sentimentos que, muitas vezes, nem conseguimos definir, dar-lhes nomes. É natural que eles venham, mas porque há motivos. E não podem ser ignorados.
Existe, dentro de nós, um animal que deve ser alimentado. Um sonhador que deve ser munido de sonhos. Um solitário que precisa de atenção. Um aventureiro que clama por novidades. Um artista que só quer se expressar. Uma mulher determinada que quer mais. Um homem com medo de ser quem ele é.
Existe, em nós, tanto de nós quanto de personagens diversos.
Alimentar essas personas não é uma tarefa simples, nem assertiva. É complexa e repleta de labirintos. Quem de nós precisa de atenção nesse momento? Quem está aí dentro, enclausurado, batendo loucamente nas portas da nossa alma, reclamando suas necessidades? Será o animal, o aventureiro, o passivo-oprimido?
Difícil detectar. Eles se mostram por indícios que podem nos confundir, e passar por outras sensações.
Está com depressão sem saber o motivo? Pode ser um disfarce de uma das personas desesperadas para saírem, eclodirem em você de forma inescapável.
Sente que não está inteiro em vários setores de sua vida? É provável que precise preencher e atender o desejo de uma (ou mais) de suas partes, entender de qual delas é a necessidade e entregar-se à esta descoberta. Assumí-la e completar a sua incompletude tão evidente.
Tem sempre alguma delas buscando pelo seu alimento, arranhando a parede frágil que as protege. Estão falando sem parar para um público vazio, reclamando por serem atendidas... Estão em seus póros e em seu coração.
Sim, elas todas são, unicamente, VOCÊ. Elas são a soma de todas as suas facetas, e consomem emoções como consumimos alimentos. Elas sentem e pulsam, e, logo, aparecem os sentimentos que as refletem.
Busque-as. Mergulhe em si mesmo, e nesse mar profundo de sua psiqué, encontrará as personas que estão longe de você.
Ouça e perceba qual delas está mais submersa. Quando descobrir, incorpore o que é saudável e benéfico para ela.
Qualquer que seja a sua natureza, ela apenas quer viver. Respirar e ser.
Da próxima vez que sentir-se estranho e deslocado, vasculhe atentamente: pode haver um animal rugindo, uma mulher destemida e pronta para tudo ou um louco varrido cheio de ideias para colocar em prática. Aproveite, use as qualidades de suas personalidades da melhor forma possível: ruja, aja, pratique o impraticável e tudo o mais que estiver inteiramente ao seu dispor.
Descanse seu espírito, só por um momento. Encontre a emoção de se identificar com uma única palavra, o sonho de uma ideia apaixonante, o frescor de uma reflexão revigorante. Fique à vontade para ficar, apreciar e, quem sabe, transformar alguma coisa dentro de si. Se sentir que está na hora, que é para você, será o seu momento Muito Mais.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Festival de sorrisos
No festival mais lindo de toda a história, havia centenas de
sorrisos. Eles povoavam todo o espaço disponível e enchiam os olhos de todos os
presentes. Eram tantos e tão diferentes que nunca se viu nada igual.
Eram de todos os tamanhos, cores e sentimentos, larguras e alturas
diferentes. Sorrisos largos, curtos, abertos, fechados, completos, inteiros,
escancarados, tímidos e devastadores. Eram sorrisos de homens e mulheres, carregados de emoção, mistério,
charme, sedução, repletos de promessas indizíveis no recôncavo de suas
diretrizes.
Alguns
escondiam intenções que podíamos captar, como um convite para se entreter,
entrar em seu universo e conhecer seus domínios escondidos, ou seus sonhos alardeados.
Outros,
eram tão sinceros que não se podia ignorar, lábios e curvas para se adorar, com
uma vasta carga elétrica do que precisar: aconchego, amizade, saudades ou pura
empatia!
Sorrisos
que sequer posso descrever, cuja aparição é um fenômeno à parte, de efeito bombástico,
é um sorriso que não só se admira: ele te chama e te captura. Segura seu alvo
em uma teia indescritível de beleza hipnótica, cuja visão é fatal, paixão
avassaladora que não há igual, históricos de amor sem fim, desenhados
especialmente para imobilizar, seduzir os corações: é o que faz o sorriso
matador.
Outros
dançam no festival esperando na escuridão, tímidos e contidos como uma emoção
ainda não nascida, algo a se perscrutar, sem definição, e uma curva do lado que
não sabe para onde vai, fica imóvel, um rascunho do sorriso pode se tornar.
Fico
a divagar, sorrisos irmãos ao meu lado, todos representando fraternidade, e o
mais sublime amor: desinteressado, afetuoso e livre, como um suspiro enlevado.
São todos distintos e iguais, sem preconceito, amigos e felizes. Todos alegres,
em curvas curtas e longas, bocas abertas e fechadas, pretos e brancos, mágicos
e confiantes no futuro.
Não
há do que duvidar: o festival de sorrisos é o melhor para se prestigiar, onde a
alma acha o seu lugar, no qual cada sorriso acha o seu par e o mais reluzente é
sempre aquele que encanta com seu charme natural e brilho espiritual, o sorriso
mais poderoso que nos dá a energia vital.
Neste
festival, é proibida a entrada de alguém que não seja sorridente: mesmo estando
triste ou angustiado, o melhor é se fingir de contente, pois a cada sorriso que
se dá com contrariedade, ganha-se uma dezena, com muita vontade.
No festival mais lindo de toda a história, havia centenas de
sorrisos. Eles povoavam todo o espaço disponível e enchiam os olhos de todos os
presentes. Eram tantos e tão diferentes que nunca se viu nada igual.
Eram de todos os tamanhos, cores e sentimentos, larguras e alturas
diferentes. Sorrisos largos, curtos, abertos, fechados, completos, inteiros,
escancarados, tímidos e devastadores. Eram sorrisos de homens e mulheres, carregados de emoção, mistério,
charme, sedução, repletos de promessas indizíveis no recôncavo de suas
diretrizes.
Alguns
escondiam intenções que podíamos captar, como um convite para se entreter,
entrar em seu universo e conhecer seus domínios escondidos, ou seus sonhos alardeados.
Outros,
eram tão sinceros que não se podia ignorar, lábios e curvas para se adorar, com
uma vasta carga elétrica do que precisar: aconchego, amizade, saudades ou pura
empatia!
Sorrisos
que sequer posso descrever, cuja aparição é um fenômeno à parte, de efeito bombástico,
é um sorriso que não só se admira: ele te chama e te captura. Segura seu alvo
em uma teia indescritível de beleza hipnótica, cuja visão é fatal, paixão
avassaladora que não há igual, históricos de amor sem fim, desenhados
especialmente para imobilizar, seduzir os corações: é o que faz o sorriso
matador.
Outros
dançam no festival esperando na escuridão, tímidos e contidos como uma emoção
ainda não nascida, algo a se perscrutar, sem definição, e uma curva do lado que
não sabe para onde vai, fica imóvel, um rascunho do sorriso pode se tornar.
Fico
a divagar, sorrisos irmãos ao meu lado, todos representando fraternidade, e o
mais sublime amor: desinteressado, afetuoso e livre, como um suspiro enlevado.
São todos distintos e iguais, sem preconceito, amigos e felizes. Todos alegres,
em curvas curtas e longas, bocas abertas e fechadas, pretos e brancos, mágicos
e confiantes no futuro.
Não
há do que duvidar: o festival de sorrisos é o melhor para se prestigiar, onde a
alma acha o seu lugar, no qual cada sorriso acha o seu par e o mais reluzente é
sempre aquele que encanta com seu charme natural e brilho espiritual, o sorriso
mais poderoso que nos dá a energia vital.
Neste
festival, é proibida a entrada de alguém que não seja sorridente: mesmo estando
triste ou angustiado, o melhor é se fingir de contente, pois a cada sorriso que
se dá com contrariedade, ganha-se uma dezena, com muita vontade.
Sendo
assim, pode escolher, dentre todos do festival, o que mais lhe servir e for
igual, aquele que contiver o seu apelo, desde o frio até o mais quente, mas se
for o seu sorriso par, que seja ímpar, novo e magnífico, dentre todos. Que seja
destinado a você, na imensidão de sorrisos universal, qualquer que seja sua
preferência, que ele reflita toda a sua virtude, na beleza encantadora de sua essência!
sábado, 25 de junho de 2016
Indo embora de algo ou de alguém
Ir embora de algo ou alguém, é um dos atos de coragem mais difíceis de
se realizar.
Quando estamos em determinada circunstância, ou situação, já enredados
por ela, envolvidos, seja pelo lado bom ou ruim, ou nem por um ou outro, apenas
pelos caminhos que nos levaram até lá, é muito doloroso abandoná-la. Somos
completamente incapazes de pensar com clareza no que é melhor para nós,
principalmente se este melhor, for ir embora.
As mãos não soltam, o coração não aceita, os pulmões não respiram. Temos
a impressão de que nossa vida depende disso. Então, não conseguimos ir embora.
Continuamos ali, respirando o ar viciado, apertando as mãos fortemente, nos
dizendo que escolhemos aquilo e que devemos permanecer.
Ir embora implica em tanto, que preferimos não pensar. Implica em nos
reinventarmos, em conhecer outros horizontes e outras complicações, em
arriscar-se em uma escuridão que atribuímos ao desconhecido. Implica em ir até
lugares internos que nunca visitamos. Ficamos com o conhecido e confortável de
nós mesmos.
Ir embora é abandonar a zona de conforto. É, também, deixar o outro ir,
seja algo ou alguém. É mudar de mundo, é encontrar outro mundo.
Por isso, é admirável quando alguém se vai. Desfaz o apego, põe os medos
em xeque, arrisca um rumo que não conhece, e, na bagagem, uma colorida e
desconhecida nova história, uma paleta de possibilidades, um mundo estranho, de
língua estrangeira - estrangeira para aquele que não conhece outra língua, a
não ser a do apego.
Falar outra língua é como se reprogramar (e estou falando da língua do
coração), é acreditar que ir embora pode ser uma grande e inacreditável
façanha, que trará a liberdade e a conquista que, somente indo embora, teríamos
a possibilidade de experimentar. Ficando, jamais poderíamos conhecê-la.
Escolhemos não ir embora, ou ir. A maioria de nós escolhe ficar, porque
é o que se espera. Porque pessoas sensatas não vão embora do que demoraram
tanto para construir (relacionamento ou qualquer outra coisa). E isso as
acorrenta. Ninguém é obrigado a nada, mas obriga-se. Infelizmente, ainda há
muito que evoluir nesse conceito. Quem escolhe ir, é o diferente e excêntrico,
talvez até, egoísta, para muitos. Porém, quem tem visão, enxergará um espírito
livre e desprendido, que já se deu o suficiente, que já fez o suficiente, já
esteve ali por tempo demais. Naturalmente, seu desejo é conhecer fronteiras
inéditas. E assim, o faz. Não é nada fácil, exige maturidade e muita segurança
em seu propósito para combater as forças que lhe dizem para ficar.
Quer ir embora de algo ou alguém? Então, comece. Prepare-se
psicologicamente, e comece a empacotar. Doloroso e angustiante? Claro, mas
somente encerrando ciclos é que poderemos iniciar outros, e criar novos enredos
e relações que nos tornarão pessoas mais completas, almas mais sábias, e,
seguramente, desbravadores de nós mesmos.
terça-feira, 10 de maio de 2016
Cada dia mais. E o que o mais tem feito por você?
A cada dia, é preciso sermos mais fortes. Mais poderosos.
É esperado que sejamos mais competentes. Mais eficazes, maravilhosos, destemidos, incríveis seres humanos com habilidades extra-sensoriais.
A cada dia, é exigido mais potência de nossos motores. Somos puxados a arar quilômetros de terras e distâncias sem fim.
Fraquejar? Que nada, estamos prontos, sempre. O desafio é como o ferro que corre em nossas correntes sanguíneas. Não poderia estar mais entranhado em nossa constituição.
Esperam que sejamos onipotentes, que nossos sentidos sejam ampliados e que nossas respostas sejam completas e resolutivas para todo e qualquer problema. Que sejamos solucionadores de enigmas de toda espécie.
Forçam-nos a sermos os melhores. Os melhores pais, filhos, maridos, mulheres, empresários, cidadãos. Exemplos! Lindos, bem-sucedidos, saudáveis, esportistas, inteligentes, viajados, poliglotas, acumuladores de bens, tão felizes que seria impossível duvidar que nossas vidas não poderiam facilmente ser retratadas na revista Caras. Bem, certamente, nas mídias sociais, somos todos, vencedores.
A cada dia, mais nos enfronhamos na tecnologia, nos diversos e simultâneos canais de comunicação e de projeção social possíveis, mais em nossos egos inesgotáveis e carentes de atenção.
Nos afundamos em dívidas, tanto financeiras quanto emocionais, para conosco e com os outros.
A cada dia, projetamos mais e sentimos menos. As aparências e as habilidades estão super valorizadas, estigmatizadas. Alguém te pergunta, o que você sente? Garanto que não. As pessoas te perguntam, provavelmente, qual é o seu cargo e profissão. "O que você faz?" O que você faz não é o que você é. Você tem uma profissão, um trabalho, mas isso não te define. Você define o que faz.
Cada vez mais, somos convidados a ser artificiais. A lutar com unhas e dentes por aparências e estigmas sociais.
Em contrapartida, não há reconhecimento àquele que vive sua vida anonimamente, sem acontecimentos significativos. Àquele que não fala de seus grandes feitos; apenas vive de maneira pacífica, simples e sem artifícios. Seu rosto pode nem existir nas redes sociais.
Ele pode ser um herói do dia-a-dia, simplesmente por sobreviver, por ganhar o pão de cada dia, sustentar a família, talvez, até, combater uma doença. Não tem MBA, carro do ano, nem o corpo dos deuses. Mas tem conhecimento sobre si mesmo. Sabedoria para lidar com as agruras que encara, paciência para aturar as desventuras.
A cada dia mais, o menos deve ser respeitado. Cultivado. Menos aparências e superficialidades. Menos desejo de agradar a todos. Menos sucesso material para ostentar, menos pressão para ser o melhor, menos egocentrismo.
A cada dia, um pouco menos para vivenciar o mais de cada um, de cada sentimento, de cada conquista. Várias partes de menos farão um "mais feliz" de verdade, e não apenas, uma caricatura da felicidade oca.
Sejamos menos super-humanos para sermos, apenas, humanos em crescimento.
O que há de mal nisso? Nada, apenas... menos.
sábado, 30 de abril de 2016
Filme? Só se for o da sua vida
Você já assistiu a muitos filmes, sei disso. De vários gêneros.
Mas, a quantas anda, o filme da sua vida? Tem sido um drama, romance ou apenas documentário? Talvez uma comédia dramática, romance piegas... Suspense eletrizante? Thriller enervante...
Tem também aqueles inter-gêneros: romance picante (50 tons?), comédia pastelão, terror psicológico.
De toda forma, você escolhe o filme que deseja assistir, se entreter. O que você nem sempre escolhe é o gênero de sua vida. Frequentemente, deixa de ter o controle sobre que tipo de drama está passando, de qual comédia está rindo (sua, ou da alheia?) e já não sabe mais se seu relacionamento é um romance ou suspense (daquele tipo que dá nos nervos, mas que você não consegue parar de ver).
Se for um romance romântico, melhor para você. Daqueles que te deixa nas nuvens, te faz murmurar dormindo e acordado. Contudo, se for um romance-tragédia, talvez você experimente um grande e tenebroso final infeliz.
Saberá o tamanho do drama se for de chorar, mesmo, ou ainda, de inspirar compaixão nos outros, ou de acordo com a emoção das cenas em desenvolvimento. Está com vontade de sumir só porque não conseguiu o que queria no seu próprio reality show? Ou, porque a sua história, no meio do filmagem, dá uma empacada imprevista e nada agradável?
Então, este momento é o momento do terror. É hora de fugir do trauma e matar o vilão. Seja ele um amor mal resolvido, um emprego que não desce, uma situação intragável; um vilão dos piores. Além disso, é preciso eliminar as personagens que não engrandecem a história, que desacreditam o personagem principal, bem como estragam todo o enredo com falas e atitudes ensaiadas, e pouco dignas. Esses são os vilões rasteiros, coadjuvantes desnecessários.
Deu medo? Suspense, frio na barriga. Quase não consegue respirar... Sei como é. Você supera, desde que trabalhe com poderosos dublês neste filme que também é de ação: malabarismos cheios de energia, manobras com muita esperança, alegria em todas as tomadas, vontade de melhorar o enredo, paixão pela vida a se desenrolar na tela adiante.
Por isso, o seu gênero de filme, pouco importa. Mas o seu gênero de vida, este não pode ser ignorado. Este filme não tem reprise. Ele está em "câmera, ação", desde o dia em que você nasceu.
sábado, 29 de agosto de 2015
Poderia ser diferente...
Poderia ser diferente. Poderia haver mais tranquilidade, estabilidade e paz de espírito em nosso cotidiano. Poderíamos estar mais realizados, mais bem preparados, estudados, grandes conquistadores de bens materiais e de sonhos, que ainda não atingimos, ou adquirimos.
Poderíamos não ter sofrido tanto, perdido tanto, amado tanto pessoas que não estão mais aqui, neste plano, ou em nossas vidas.
Poderia ter dado certo o que almejamos com a ardência de nossas ansiedades, sobre o que fizemos planos, estimamos, cuidamos. Mas não. Nem tudo aconteceu, ou melhor, outros acontecimentos nos atropelaram no meio dos caminhos dos nossos sonhos.
Poderia ser diferente, mas não é. O que se tem é o real, palpável, certo. Os problemas estão aí, cutucando; as feridas, ainda ardem, e as postergações do que desejamos realizar, permanecem.
Mas te digo uma coisa: viva como se sua vida já fosse tudo aquilo que sempre desejou; faça cada dia um pouco, e o pouco se tornará muito. Sorria, mesmo querendo chorar. E grite, quando não mais aguentar.
E nunca, mas nunca mesmo, desanime de vez. Um pouquinho só, de vez em quando. E então, esqueça do que há de ruim e problemático, fazendo o que melhor sabe fazer: continuando a viver, de cabeça erguida e coração limpo.
domingo, 3 de maio de 2015
Leia até o final, não é balela de autoajuda. É autopreservação
Você merece mais uma chance.
Você precisa de mais de um amigo de verdade.
Você não precisa de mais aborrecimentos do que já tem.
Você pode fazer o que quiser.
Você tem o poder de fazer acontecer.
Você almeja uma vida de sonhos.
Você é melhor do que pensa ser, é maior do que supõe, é divino em sua totalidade, só não sabe disso ainda.
Gostou de ouvir tudo isso? Ótimo, mas a verdade pode não ser tão plana assim.
Você merece mais uma chance. Sim, mas não se iluda. Nem sempre você terá mais de uma. Agarre-a e segure-a assim que ela apontar no horizonte.
Você precisa de mais de um amigo de verdade. Seria o melhor dos mundos ter mais amigos do que familiares, porém, a vida pode ter te dado um ou nenhum amigo. Por isso, seja o melhor ser humano que puder ser, então terá grandes chances de inspirar os outros a serem seus amigos.
Você não precisa de mais aborrecimentos do que já tem, mas eles virão aos montes, te assombrar, te aporrinhar, te provar. Não hesite, dê-lhes um golpe só. Não dramatize nem faça-os maiores. Outros virão, alguns grandes, outros pequenos; dê atenção somente aos que colocarem a sua vida em risco. O resto, mate no ninho.
Você pode fazer o que quiser. Em parte... Dentro das limitações que a vida impõe. Não adianta querer abraçar o mundo, ele não será seu por completo. Concentre-se nos poderes e motivações que estão ao seu alcance. Fora disso, não viaje, pois a queda será ainda mais dolorida.
Você tem o poder de fazer acontecer. De fato, você tem o poder de fazer acontecer, tanto para o bem, quanto para o mal. A afirmação "cuidado com o que deseja" é realmente verdadeira. Você projetará o objeto de seu querer, e provocará reações no universo, nas energias que se condensam em forma de pensamentos, acontecimentos. Cuidado, não provoque o universo projetando coisas que lhe são indesejáveis, ou que você não entende. Saiba o que quer, antes de decretar ao universo. Depois, não reclame se não receber o que queria...
Você almeja uma vida de sonhos? Incrível, fantástico e mágico, se puder colocá-los em prática. Poupe, faça sacrifícios, sofra um pouco, pois sonhos não caem do céu. Garanto, a recompensa será maravilhosa.
Com relação a ser melhor do que pensa ser, maior do que supõe e divino em sua totalidade, o que você acha? Sim, simplesmente sim. Saiba deste fato, tome-o como seu, incorpore-o. E faça por merecer!
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